
Resposta curta
Para vender curso no próprio site, você precisa de cinco peças: um domínio, uma página de vendas, um meio de receber o pagamento, um lugar para as aulas e as informações que a lei exige do vendedor online. Sai mais trabalhoso que uma plataforma pronta, mas o contato do aluno e a página ficam com você.

Neste guia
Por que vender no próprio site
Numa plataforma de curso, tudo vem pronto: página, pagamento e área de alunos. Em troca, você paga um percentual de cada venda e segue as regras dela.
No próprio site, você monta as peças. Ganha três coisas: a página é sua, o endereço é seu e o contato do aluno fica com você. Se a regra de uma ferramenta mudar, você troca a peça sem perder o resto.
Não é uma escolha para todo mundo. Para o primeiro curso, a plataforma pronta costuma ser mais simples. O site próprio faz mais sentido quando você já vende com regularidade. O guia de quanto sobra por venda ajuda a fazer a conta.
As cinco peças
| Peça | Para que serve | Opções comuns |
|---|---|---|
| Domínio | O endereço do seu site | Registro de um ".com.br" ou ".com" |
| Página de vendas | Explicar o curso e levar à compra | Construtor de sites ou página simples |
| Pagamento | Receber do aluno | Intermediário de pagamento com link ou botão |
| Área de alunos | Guardar as aulas com acesso restrito | Ferramenta de área de membros ou vídeos privados |
| Informações legais | Cumprir a lei do comércio online | Rodapé com seus dados, termos e privacidade |
Comece pelo mínimo. Uma página simples e um link de pagamento já vendem. A área de alunos pode começar com vídeos privados e crescer depois.
O que a lei pede de quem vende online
O Decreto 7.962, de 2013, regula o comércio eletrônico. Ele pede que o site mostre, em lugar de destaque:
- [ ] o seu nome e o CPF ou CNPJ;
- [ ] um endereço físico e um eletrônico para contato;
- [ ] as características do curso: conteúdo, carga horária, formato, prazo de acesso;
- [ ] o preço, com qualquer custo adicional;
- [ ] as condições da oferta: formas de pagamento e como o acesso é entregue.
O mesmo decreto pede que o consumidor saiba como exercer o direito de arrependimento. Pelo artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor, quem compra pela internet pode desistir em 7 dias. Escreva isso na página e nos termos.
Se você coleta nome e e-mail, publique também uma política de privacidade, como pede a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
O pagamento sem plataforma de curso
Os intermediários de pagamento geram um link ou um botão de compra. O aluno paga e você recebe, com uma tarifa por venda que costuma ser menor que a das plataformas de curso. Em troca, você cuida da entrega: depois do pagamento, manda o acesso às aulas.
Algumas ferramentas de área de alunos já se ligam ao intermediário e liberam o acesso sozinhas. Sem essa ligação, o envio é manual, por e-mail. Para poucas vendas por semana, o manual funciona.
Exemplo resolvido: o custo do primeiro ano
Sandra vende um curso de R$ 247 e quer comparar o site próprio com uma plataforma de 9,9% + R$ 2,49. Os preços das peças são exemplos; os seus dependem das ferramentas.
As contas do site próprio, uma por linha:
- Domínio: R$ 40 por ano.
- Construtor de página e área de alunos: 12 × R$ 60 = R$ 720 no ano.
- Tarifa de pagamento com 120 vendas no ano: 120 × R$ 247 × 4% = R$ 1.185,60.
- Total do site próprio: R$ 40 + R$ 720 + R$ 1.185,60 = R$ 1.945,60.
As contas da plataforma, com as mesmas 120 vendas:
- Percentual por venda: R$ 247 × 9,9% = R$ 24,45.
- Custo por venda: R$ 24,45 + R$ 2,49 = R$ 26,94.
- Total no ano: 120 × R$ 26,94 = R$ 3.232,80.
Com 120 vendas no ano, o site próprio sai R$ 3.232,80 − R$ 1.945,60 = R$ 1.287,20 mais barato. Com 20 vendas, a conta se inverte, porque os R$ 760 fixos pesam mais. A regra geral: site próprio = custos fixos do ano + tarifa × vendas; compare com o custo por venda da plataforma vezes as mesmas vendas.
Erros comuns
- Montar o site antes de validar o curso. Muita gente acha que a estrutura própria é o primeiro passo. Na verdade, o primeiro passo é vender algumas turmas, porque só assim você sabe se o curso tem procura.
- Esconder os dados do vendedor. Muita gente acha que nome e CPF no rodapé assustam. Na prática, a falta deles assusta mais e descumpre o decreto do comércio eletrônico, porque o aluno quer saber de quem está comprando.
- Esquecer a entrega do acesso. Muita gente acha que o pagamento fecha a venda. Na verdade, sem o acesso rápido às aulas o aluno pede o dinheiro de volta, porque pagou e não recebeu.
Perguntas frequentes
Dá para vender curso online sem plataforma?
Dá. Você precisa de uma página, de um meio de receber o pagamento e de um jeito de entregar as aulas, além das informações que a lei exige do vendedor. É mais trabalho que uma plataforma pronta, e o contato do aluno fica com você.
Quanto custa ter um site para vender curso?
Depende das ferramentas. O domínio custa algumas dezenas de reais por ano; construtor de página e área de alunos têm assinatura mensal; e o pagamento cobra uma tarifa por venda. Some tudo para o ano e compare com a plataforma.
Preciso de CNPJ para vender curso no meu site?
Não é obrigatório para começar. O site precisa mostrar o seu nome e o CPF ou CNPJ, e você precisa recolher o imposto do seu formato. O guia imposto de quem vende curso explica as opções.
Teste você mesmo
- Custos fixos de R$ 600 por ano e tarifa de R$ 8 por venda. Quanto custa um ano com 50 vendas?
Ver resposta
50 × R$ 8 = R$ 400; R$ 600 + R$ 400 = R$ 1.000.
- Cite três informações que o site precisa mostrar pelo decreto do comércio eletrônico.
Ver resposta
Nome e CPF ou CNPJ, endereço para contato e o preço com custos adicionais (também as características do curso e as condições da oferta).
- Por que o site próprio pode sair mais caro com poucas vendas?
Ver resposta
Porque os custos fixos do ano são divididos por poucas vendas.
Fontes
- Decreto 7.962, comércio eletrônico, Planalto, 2013 (vigente) (abre em nova aba): as informações obrigatórias do site que vende. Trecho: "quando houver, no cadastro nacional de pessoas".
- Código de Defesa do Consumidor, Lei 8.078, Planalto, 1990 (vigente) (abre em nova aba): artigo 49, o direito de arrependimento. Trecho: "pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias".
- Hotmart, página inicial com planos, 2026 (abre em nova aba): a taxa usada na comparação. Trecho: "a taxa é de 9,9% + R$ 2,49 por venda realizada".
Como este guia foi feito
Escrito por Artur Batissoco, com apoio de inteligência artificial na redação. Revisado por Artur Batissoco, que conferiu o decreto, a lei e a página da Hotmart em 08/10/2026. As contas foram refeitas automaticamente. Os custos das peças do site são ilustrativos.
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