
Resposta curta
O LinkedIn funciona para divulgar cursos ligados a trabalho, carreira e negócios. Ajuste o perfil para dizer o que você ensina, publique posts que resolvem um problema profissional e comente nos posts de outras pessoas. Convide para o curso em mensagem pessoal, só para quem demonstrou interesse.

Neste guia
Para quais cursos o LinkedIn serve
O LinkedIn é a rede onde as pessoas pensam em trabalho. Cursos de planilha, gestão, vendas, liderança, programação, idiomas para o trabalho e preparação para entrevista encontram ali o público certo.
Cursos de hobby, culinária doméstica ou artesanato costumam render pouco no LinkedIn. Não é proibido, mas o público está pensando em outra coisa quando abre a rede. Para esses temas, os canais do guia de divulgação sem anúncio rendem mais, como as parcerias com quem atende o mesmo público.
Uma exceção: quando o curso de hobby vira negócio. "Como vender bolo para empresas" é tema de LinkedIn. "Receita de bolo de cenoura" não é.
O perfil é a sua página de apresentação
Quem vê um post seu e se interessa clica no seu nome. O perfil precisa responder, em segundos, o que você ensina e para quem.
Quatro ajustes que fazem diferença:
- Título do perfil. Em vez de só o cargo, diga o que você ensina: "Ensino Excel para quem trabalha com finanças em pequenas empresas".
- Sobre. Três parágrafos curtos: a sua experiência, o problema que você resolve e o curso, com o link.
- Seção de destaques. Coloque o link da página do curso e um post que explica o que ele ensina.
- Experiência. Registre o curso como um trabalho seu, com a data de início.
Se o curso for de uma empresa sua, a página da empresa no LinkedIn é gratuita e pode reunir as turmas e os conteúdos.
O post que ensina
No LinkedIn, o post que mais gera conversa conta uma situação do trabalho e o que se aprende com ela. Uma estrutura simples:
- A situação. "Uma cliente perdia duas horas toda segunda montando o relatório de vendas."
- O que mudou. "Uma tabela dinâmica bem montada fez o relatório em dez minutos."
- O passo a passo curto. Três ou quatro linhas que alguém consegue aplicar.
- O convite leve. "No curso eu ensino as cinco tabelas que mais economizam tempo. Link no perfil."
Não use histórias inventadas. Se a situação é um exemplo, diga que é um exemplo. A confiança é o que o LinkedIn vende para você.
Comentar é metade do trabalho
Quem só publica e não comenta fala sozinho. Separe 10 minutos por dia para comentar posts de pessoas do seu público e de colegas da área. Um comentário útil, com uma informação a mais, apresenta você a quem lê aquele post.
Não cole o link do curso em comentários. Isso parece propaganda e afasta. O comentário é para ajudar; o convite vem depois, se alguém perguntar.
Mensagem pessoal sem disparo em massa
Mensagem em massa para quem aceitou o seu convite de conexão é o que dá ao LinkedIn a fama de rede de vendedores. Evite. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) pede base legal para usar o contato de alguém, e o consentimento é a mais comum.
Mande mensagem só para quem comentou, curtiu um post sobre o tema ou perguntou algo. Comece pelo que a pessoa disse: "Vi seu comentário sobre o relatório de segunda. Tenho um curso curto sobre isso, quer o link?"
Exemplo resolvido: um mês no LinkedIn
Renata ensina Excel para quem trabalha com finanças. O curso custa R$ 297. Ela publica dois posts por semana e comenta todos os dias.
As contas, uma por linha:
- Posts no mês: 2 × 4 = 8 posts.
- Pessoas que interagiram com os posts: 8 × 15 = 120.
- Mensagens enviadas a quem interagiu: 120 × 25% = 30 mensagens.
- Compras: 30 × 10% = 3 alunos.
- Entrada bruta: 3 × R$ 297 = R$ 891, antes das taxas.
As taxas são ilustrativas. Repare que a venda veio da mensagem, e a mensagem só existiu porque o post gerou conversa. A regra geral: no LinkedIn, alunos = pessoas que interagiram × taxa de conversa × taxa de compra.
| Ação | Tempo por semana | Para que serve |
|---|---|---|
| Dois posts que ensinam | 1 hora | Mostrar como você pensa |
| Comentários diários | 50 minutos | Ser visto por quem não segue você |
| Mensagens a quem interagiu | 30 minutos | Convidar para o curso |
Erros comuns
- Publicar só "inscrições abertas". Muita gente acha que o post de venda basta. Na verdade, quem não conhece o seu trabalho ignora o anúncio, porque ainda não sabe se você ensina bem.
- Mandar mensagem automática para cada nova conexão. Muita gente acha que é um jeito rápido de apresentar o curso. Na prática, a pessoa recebe dezenas dessas e bloqueia, porque percebe que não foi escrita para ela.
- Usar o LinkedIn para todo tipo de curso. Muita gente acha que a rede maior serve para tudo. Na verdade, cursos de hobby rendem pouco ali, porque o público entra pensando em trabalho.
Perguntas frequentes
Dá para vender curso pelo LinkedIn?
Dá, principalmente cursos ligados a trabalho, carreira e negócios. A venda costuma vir de conversas iniciadas por posts úteis e comentários. Anúncio direto, sem relação antes, quase não funciona ali.
Com que frequência postar no LinkedIn para divulgar curso?
Duas vezes por semana é um ritmo possível para quem trabalha e funciona bem se vier junto com comentários diários. Mais importante que a frequência é cada post ensinar algo que o leitor consegue aplicar.
Posso colocar o link do curso no post do LinkedIn?
Pode. Muita gente prefere deixar o link no perfil ou no primeiro comentário, para o post parecer menos anúncio. O essencial é a pessoa achar o link com facilidade quando quiser.
Teste você mesmo
- 200 pessoas interagem com seus posts no mês, você conversa com 20% e 5% das conversas viram compra. Quantos alunos?
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200 × 20% = 40 conversas; 40 × 5% = 2 alunos.
- Para que tipo de curso o LinkedIn rende mais?
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Cursos ligados a trabalho, carreira e negócios.
- Por que não colar o link do curso nos comentários dos outros?
Ver resposta
Porque parece propaganda e afasta; o comentário serve para ajudar.
Fontes
- Perguntas frequentes sobre páginas, Ajuda do LinkedIn, 2026 (abre em nova aba): a página de empresa é gratuita. Trecho: "Sim, é gratuito criar uma LinkedIn Page, que permite que você represente sua organização no LinkedIn."
- Lei Geral de Proteção de Dados, Lei 13.709, Planalto, 2018 (vigente) (abre em nova aba): o consentimento como base para usar o contato. Trecho: "mediante o fornecimento de consentimento pelo titular".
Como este guia foi feito
Escrito por Artur Batissoco, com apoio de inteligência artificial na redação. Revisado por Artur Batissoco, que conferiu a ajuda do LinkedIn e o trecho da lei em 08/10/2026. As contas do exemplo foram refeitas automaticamente. As taxas do exemplo são ilustrativas.
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